quinta-feira, 24 de maio de 2012

Respeito é bom e é de direito de todos

Hoje a Comissão de Direitos Humanos do Senado decretou o primeiro passo para adequar ao Código Civil o reconhecimento legal da união estável entre pessoas do mesmo sexo. 
Saiba mais :  http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,14/2012/05/24/interna_politica,304018/codigo-civil-podera-reconhecer-uniao-estavel-de-pessoas-do-mesmo-sexo.shtml#.T76bN1K-78U.facebook 


É pensando nisso, que lembro da indiguinação do Brasil, quando a travestir Izonete foi brutalmente assassinada na cidade de Campina Grande, algo que infelizmente é comum, e que se assim o fossem, as pautas dos jornais seriam as mesmas. "Agressão, homicídio, desrespeito a diversidade sexual"

Por favor, tudo bem que muitos afirmam que não são obrigados a verem dois homens se beijando, e que a unica vontade que tem é de dá um murro, como eu mesma já presenciei em plena festa no parque do povo em Campina grande. 
Mas já imaginaram o que eles passam para se sentirem toda uma vida repreendidos, com medo, sem esses carinhos tão bons que é namorar... Ainda que tem de passar pela dura tarefa de se aceitar, e se sentirem estranhos, reais patinhos feios, que tem até um "diabo no couro", rejeitados por serem diferentes. Porque me desculpem, mas existe algo que não se explica, e que o homem em sua ignorância quer taxar como o dono da razão, e geralmente quando se sentem ameaçados como não "tão inteligentes assim" costumam chamar de virose, de errado, ou do cão.

Gente, na grécia antiga era comum que os homens tivessem relações com o próprio sexo. E a mulher era tida apenas para procriação, não sinônimo de amor. Não que eu queira que volte a ser como era antes, mas pelo menos não me venham com essa história de que se trata de modismo, ou safadeza.
E em pleno século XXI estou cansada de ouvir deboche de "veados", mesmo que até eu mesma me pegue vez por outra com sintomas de preconceitos, mas pelo menos reconheço e acredito que o "pre-conceito", seja desmascarado o quanto antes. 

Outro dia uma garota no twitter recebeu uma punição social por maltratar em plena rede social os nordestinos. (você deve saber o nome dela, mas meu amor, isso é o que menos importa, por isso não vou ajudar a torná-la ainda mais popular). Você acredita que eu não a critiquei e joguei um bilhão de ofensas como fez todo o Brasil, mesmo eu sendo nordestina, e mais, Paraibana

Não, não o fiz. Por que? Chocou e choca o que ela falou, mas tudo isso é fruto de uma 

visão massificadora e deplorante que a própria mídia faz todos os dias nos grandes meios

de comunicação, principalmente televisivas.

Outro dia estava vendo os programas de televisão, e percebi que nos programas

 humorísticos, os motivos de chacota é o gay e o nordestino em sua maioria. E então eu 

pergunto de quem é a culpa?

Agora você pensa, endoidou, a outra. Tava falando de uma lei lá em Brasília, foi à Grécia, 

passou pela Paraíba e agora a culpa disso tudo quer ver que é da televisão! 

Não? Não... A culpa realmente não é da televisão, nem da internet, nem de qualquer outro 


meio de comunicação que falará por "mim", a culpa é minha, e é sua, que continua dando 


ibope as notícias preconceituosas e que acabam de alguma maneira banalizando e assim 


disseminando uma visão excludente de seguidores por todo o país. 

Gente, quando as pessoas pararem de olhar para o seu próprio umbigo, e perceber que o 

outro existe. Ai sim, vocês vão reparar que política começa comigo, com você, e que parte

 de nós mesmo para que se faça valer. 

Por isso, apesar de cristã consciente, hoje eu desejo que vocês visitem mais as bibliotecas, 

do que a própria igreja. Que saiam mais de frente da televisão, e do facebook, com apenas

a idéia de receber prontas as informações. Mas que possam usar da melhor maneira esse


 facilitadores  da comunicação, pois acredito que se Deus me deu dois olhos, dois ouvidos e uma boca... 


Não foi em vão!  

E para retomar o desejo inicial deste texto que em muito me inspirou escreve-lo, este 


vídeo é a prova de que cada um deve dar sua opinião, e enquanto eu fazia uma "passagem"


dreportagem sobre o caso de Izonete, e no fundo, o áudio atrapalhava meu momento, 


mas de alguma maneira disseminava mais uma opinião diversa. 







Exemplo de vídeos populares que "divertem" a galera com o preconceito velado:




na internet:






Na televisão: 








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